Correspondência Nº 85 · Remetente: Jean Guimarães
Querido leitor,
O extraordinário mora no detalhe.
Cotidiamenidades é meu convite pra reparar no que ninguém vê. Crônicas, resenhas e fragmentos do cotidiano com pitadas de humor, afeto e um toque de delírio cotidiano.
Com afeto, Jean.
Últimas correspondências
Um olhar sobre o cotidiano, com pitadas de humor, afeto e um toque de absurdo.
De zero a dez
Comprei um parafuso de quarenta centavos e no dia seguinte me pediram para avaliar a experiência. Uma crônica ácida sobre o mundo que virou uma pesquisa de satisfação sem fim, onde tudo, até a consulta que deu ruim, termina com uma carinha de zero a dez.
Queria que o meu time jogasse sujo
A Argentina faz cera, joga no limite do desleal e, acima de tudo, se recusa a perder. Mais uma virada, mais uma final. Uma crônica-confissão sobre admirar essa fome, envergonhar-se de um Brasil morno e desconectado, e ter orgulho do meu Athletico, o time mais argentino entre os brasileiros.
Eu, minha esposa e as cheerleaders de Dallas
Sou homem, hetero, e um documentário sobre as cheerleaders dos Dallas Cowboys não foi feito para mim. Mesmo assim assisti tudo, no sofá com a minha esposa, torcendo como quem torce em final de campeonato. Uma crônica sobre gostar, sem pedir licença, daquilo que a gente jurava que não ia gostar.
Livros que li e o que ficou
Impressões honestas sobre leituras, do clássico ao achado de sebo.
“Pedro Páramo”, de Juan Rulfo
Um clássico pequeno que carrega uma lenda enorme. Juan Rulfo fala de morte com calma, de solidão com poesia e transforma o silêncio em personagem. Pedro Páramo é daqueles livros que não acabam quando a gente fecha. Arrepia sem precisar gritar, mesmo que exija paciência para não se perder.
“Duna”, de Frank Herbert
Cheguei ao clássico pelo caminho do cinema e fui parar na fonte. Duna é um universo inteiro dentro de um livro: política, religião, deserto e profecia. Denso, às vezes cansativo, mas fascinante. Uma ficção científica que exige paciência e recompensa quem tem.
“Oração para Desaparecer”, de Socorro Acioli
Uma mulher sem memória, quatro vidas que se cruzam no tempo e um mistério que não larga a gente. Socorro Acioli mistura o sertão do Ceará com o sobrenatural e entrega um dos livros que mais me prenderam nos últimos tempos. Realismo mágico brasileiro do melhor tipo, e nota cheia.
Leia com calma
Cotidiamenidades é um convite diário à atenção. À pausa. Ao detalhe. À beleza escondida no ordinário. É um projeto literário que transforma o cotidiano em crônica e a rotina em narrativa.
Aqui, o extraordinário mora no detalhe.
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