Correspondência Nº 92 · Remetente: Jean Guimarães

Querido leitor,

O extraordinário mora no detalhe.

Cotidiamenidades é meu convite pra reparar no que ninguém vê. Crônicas, resenhas e fragmentos do cotidiano com pitadas de humor, afeto e um toque de delírio cotidiano.

Com afeto, Jean.


Resenhas · Diário de leitura

Livros que li e o que ficou

Impressões honestas sobre leituras, do clássico ao achado de sebo.

Resenha

“2001: Uma Odisseia no Espaço”, de Arthur C. Clarke

Cheguei no 2001 pelo caminho mais comum: gosto de ficção científica e esse é O livro. Saí dele com muito respeito e quase nenhuma intimidade. Não é um livro de frase difícil, o Clarke escreve limpo, mas é um livro que não te dá onde se segurar: os personagens são funções, a narração explica tudo como um manual técnico e o final abre mão de qualquer chão. O HAL 9000 salva o meio. No fim, um clássico que eu reconheço e que decididamente não foi feito pra mim.

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Resenha

“Aos Pés da Letra”, de Gregorio Duvivier

Fui atrás dele depois de ver a peça, e fui com um pé atrás, porque livro que nasce de espetáculo costuma ser souvenir. Esse não é. O Gregorio pega palavras que a gente diz mil vezes por dia, vira elas do avesso e mostra a coisa esquisita e linda que estava ali o tempo todo. Leitura rápida, fácil, divertidíssima, e daquelas que deixam a gente insuportável na mesa do bar. Entrega exatamente o que promete, e promete bem.

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Resenha

“Até Mais, e Obrigado Pelos Peixes”, de Douglas Adams

Quarto livro do Mochileiro das Galáxias e, até agora, o que menos me pegou. Arthur Dent volta para uma Terra que simplesmente voltou a existir e o livro vira uma história de amor. Adams continua engraçado, mas aqui o absurdo perdeu a engenharia que fazia os outros funcionarem: as coisas acontecem porque sim. Salva-se pela reta final e por uma despedida que dá nó na garganta.

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Sobre · O Cotidiamenidades

Leia com calma

Cotidiamenidades é um convite diário à atenção. À pausa. Ao detalhe. À beleza escondida no ordinário. É um projeto literário que transforma o cotidiano em crônica e a rotina em narrativa.

Aqui, o extraordinário mora no detalhe.

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